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Passarelli na Mídia - O Empreiteiro


O Consórcio Sumaré, do qual a Construtora Passarelli faz parte, foi destaque no site da revista 
O Empreiteiro.

As obras entregues no final do mês de novembro serão de muita importância para a região oeste da cidade de São Paulo: a ampliação de galerias e túneis de escoamento de água da chuva nos córregos Água Preta e Sumaré. A obra praticamente triplicou a vazão de água dos antigos 11m³/s para 31m³/s nos dois trechos, somando 42 m³/s em cada córrego. Mesmo durante a fase de construção, a obra ajudou a região a não registrar casos de enchentes ou alagamentos desde dezembro de 2015, principalmente, durante as fortes chuvas de verão no início deste ano.  

Iniciada no final de 2013, a obra possui, aproximadamente, 2.500 metros de túneis e galerias que interligam os dois pontos de captação de água da chuva, fazendo com que a água captada seja levada até o rio Tietê. O primeiro ponto entrou em funcionamento no início de 2016, no córrego Água Preta, localizado entre os cruzamentos das Avenidas Pompéia com Francisco Matarazzo. O segundo ponto, no córrego Sumaré, no cruzamento entre as Avenidas Sumaré e Rua Palestra Itália, foi concluído ao final da obra, em novembro de 2016.

Por estar em um local de grande movimentação de veículos, próximo à marginal Tietê e também aos trilhos da CPTM, a obra contou com grandes dificuldades técnicas, principalmente em relação ao tipo de solo existente sob os trilhos e nos trechos que passam sob as grandes avenidas.

“A obra combina trechos de túneis com galerias pré-moldadas”, afirma Rodrigo Cigotti, gerente de contrato da Engeform, um dos responsáveis pela gestão da obra, em conjunto com Ronald Spitzkopf, gerente de unidade da Passarelli. Ele conta que, em espaços abertos, com menor fluxo de veículos, foram feitas galerias pré-moldadas de concreto. Já em locais como avenidas, sob a Marginal Tietê e sob as linhas da CPTM, foram construídos túneis. O trecho do córrego Sumaré teve mais túneis - quase 620 metros entre o ponto de captação de água, até atravessar por baixo dos trilhos da CPTM, a caminho da Marginal Tietê.

“O trecho embaixo das marginais teve tratamento de solo bem pesado, pois era uma área complicada, com camada de rachão, por conta da revitalização recente da marginal, e várias interferências com a Comgás e Eletropaulo.”, acrescenta Ronald Spitzkopf.


Uso inédito de tratamento de solo por furo direcional

Um dos principais obstáculos que as construtoras encontraram durante a obra foi o cenário adverso: o terreno por baixo das linhas de trem da CPTM, onde foi feita a ampliação do córrego Água Preta. A solução encontrada pela Passarelli e Engeform foi utilizar o chamado furo direcional, mais utilizado na construção de redes de esgoto, e que, até então, nunca tinha sido usado para a finalidade de tratamento do solo para execução de túneis. “Esta técnica foi necessária para dar maior velocidade, pois o sistema deveria estar parcialmente funcionando a partir de 31 de dezembro de 2015. Foi uma ótima inovação para o tratamento deste solo em particular, pois é um túnel de baixíssima cobertura, de 3,60 de diâmetro e 2 metros de cobertura, com linhas de trem passando em cima. O tratamento deste terreno foi o maior desafio para a construção desta obra”, destaca Cigotti.


Ciclo da água

Neste projeto, a água da chuva entra na obra por meio de grelhas de 2,0 metros de largura, instaladas nos dois pontos de captação (Água Preta e Sumaré). Ela passa em túneis distintos, que começam em cada ponto, atravessam por baixo da Avenida Francisco Matarazzo e dos trilhos da CPTM, cada um em seu curso. Logo após, há a junção dos dois túneis na galeria - Tecnisa, chamada assim por estar próxima desta empresa. A partir daí, a água corre para dois túneis, de 160 e 170 metros de comprimento, que atravessam, por baixo, a Avenida Marques de São Vicente. Deste ponto até o Rio Tietê, foi construída uma galeria pré-moldada e posteriormente dois túneis sob a Marginal para levar a água até o rio. No desemboque de água, foi criada uma ensecadeira, de aproximadamente 6 metros de altura para construir os dissipadores de energia.